
(First of all: tenha em mente que comecei a escrever esse texto em fevereiro de 2011)
Esses tempos comprei o hipado jogo Star Wars: Force Unleashed, numa promoção fodástica do Steam. Sempre fui fã incondicional de Star Wars e, como todo bom gamer, sei que jogos baseados em filmes (ou séries… ou qlq coisa que passe na TV) sempre são uma grande mierda. Botei fé nesse, pois (além de ser super-ultra-mega-blaster-hipado) o primeiro jogo relacionado à Star Wars na qual tive contato foi o Star Wars Jedi Knight II: Jedi Outcast, que achei MUITO bom. A jogabilidade não era complexa, eu tinha um sabre de luz, podia usar a Força, etc… claro que o fator principal foi: RODAVA NO MEU PC.
Este parágrafo é apenas um desabafo. Voltando ao Jedi Outcast, eu pirava usando o Force Grip nos Stormtroopers, refletindo disparo de armas laser com meu sabre e tal, mas… PUTA QUE PARIU! O jogo não precisava ser tão dificil. Caraleo!!! Okay, não lembro se o jogo era tão dificil assim, pois faz uns 6 anos que joguei. Só lembro que sofri pra matar o último chefe. E só consegui pq ele derrubou um pilar de 453 toneladas em cima dele mesmo. Com o Force Unleashed foi a mesma coisa. Repito: PUTA QUE PARIU! Eu joguei no modo newbie-plus (normal), pois o que eu realmente gostos nos jogos é a história (eu sei, ESTÓRIA) e não mostrar que eu consigo passar a última fase do mundo especial, que só é habilitado depois de 712 horas de jogo e sacrifício de 90% da vida social, com o personagem mais fraco sem perder nada de vida. Spoilando muito agora, vc deve escolher se quer uma luta com o imperador Palpatine ou se quer terminar de surrar o fodástico Darth Vader. CARA! Quem em sã consciência pensaria em matar o Darth Vader? Eu, claro! Agora pensa num inimigo apelão, que me lembra os velhos tempos, onde zerar joguinhos de Super Nintendo e Mega Drive demandava um treino sério, disciplinado e bom estado de espírito, além de ser objetivo de vida para algumas pessoas. Pois 40 minutos depois, recomecei a fase e escolhi a outra batalha. Essa foi easy, mas fiquei chateado, pois achei que o sith comeria a loirinha que pilota a nave no final.
Enfim, após uma seção narguilástica de canela e menta, acompanhada de vinho branco de Dinalle, fiquei pensando nos trilhões de Stormtroopers que matei sem dó nem piedade. Eles têm família! Oh, Deus! Quantas mães e filhos desamparados, cuja vida eu desgracei, não estão passando fome? Pq eles simplesmente não usam os desalmados Battle Droids, cuja única finalidade é preencher aquele vazio enorme entre os a introdução do game e o último Boss?

Foi aí que nesse momento de pura falta do que fazer, fiquei imaginando como surgiram os Battle Droids. Será que o objetivo inicial era criar guerreiros letais? Ou algum nerd forever alone não aguentava mais a vida solitária e desenvolveu um parceiro para “todos os momentos“? Como seria a evolução desse tipo de arma no mundo atual?
Bom… levando em conta as putisses que me fizeram passar na faculdade, o modo como os “empresários” da minha ex-cidade (São José do Hell Preto) pensam e a utilidade questionável da classe estagiário, cheguei à seguinte aproximação.
Prólogo
Como todo bom coordenador de ensino superior, o Sr. Darto Veider diz que os alunos devem se juntar para fazer um trabalho multidisciplinar que terá peso 87 na média final, enquanto as 900 provas que os alunos fizeram nos últimos meses terão peso 1 cada.
Algum aluno da Engenharia sem muito o que fazer cria um desenho simples. Um droid esquelético que pode imitar a maioria dos movimentos humanos.
Outro aluno de Ciências da Computação, por sua vez já fez todo o design, diagramas de classe e nao-sei-mais-o-quê-UML (todo documentado pq o professor pediu) de um sistema de Inteligência Artificial que integra outros sistemas, como reconhecimento facial, e que é capaz de receber, processar e executar ordens simples. Até então, a única ordem que realmente funcionava era a de encontrar e baixar filme educativos de determinada atriz.
Os dois alunos se encontram no buteco, ambos bebados por causa do multidisciplinar. Deixarei de lado a parte em que eles conversam sobre a mãe do Sr. Veider e pularei para a parte em que eles juntam seus projetos e projetam o primeiro Battle Droid. O objetivo principal do Battle Droid era surtar durante a apresentação e assassinar lenta e dolorosamente o Sr. Veider, mas algo sai errado e o Droid apenas faz movimentos simples que mostram todas suas possibilidades de uso, inclusive fazendo tchauzinho no final.
A apresentação é um sucesso e o Sr. Veider procura um telefone no Lado Negro da sua agenda de contatos. Três minutos e meio depois, antes mesmo de desmontarem o droid para devolver as peças da torradeira de suas maes, o Sr. Veider aparece com o Sr. Paltine. Este, acionista majoritário da Império S.A. oferece uma fortuna para os alunos, em troca das especificações técnicas, diagrama de classes, etc. Apesar da proposta inicial ser de 487 milhões, o valor final foi fixado em 150 reais, pois o código não estava todo comentado, faltava parte da documentação, casos de uso incompletos e parte do código foi copiado de um hello world (para VB5, já que os professores obrigaram a usar esta linguagem). Com as mãos num projeto tão promissor, o Sr. Palpa começa as pesquisas.
Continua…











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